domingo, 10 de junho de 2012

Um dia


Um dia ele se tornou um ser frio em que nada confiava e tudo o que tocava perdia vida...
Começou a viver superficialmente sobre todas as coisas que supostamente suportava...
E de repente ele lembra do poema lido na faculdade sobre o dia de um santo, não que ele acreditasse em santos, mas o poema o lembrava de algo que o fazia querer acreditar...
Dizia: "Se chover no dia de são "sweeting", algo com certeza vai permanecer..." e ainda enterrado com seus sentimentos de outrora caído, via todos os dias 15 de Julho fazer sol...
Até que um dia, um sorriso encantador visto apenas uma vez por seus olhos secos, que muito não derramava uma lágrima sequer por qualquer motivo, brilharam...
E doces palavras a esta jovem foram ditas, assim como uma arritmia que ele não sabia de onde vinha, pulsava quando ele olhava para ela.
E assim foram algumas noites sem dormir, ao menos de imaginar que ela poderia estar mais uma vez ali, parada olhando para ele e sorrindo de seu jeito.
Então eles sairam, dançaram, cantaram e ele tocou seu violão que há muito tempo estava empoeirado.
Foi simplesmente mágico, todos em volta olharam estranhamente aquele casal que admirava o pôr-do-sol como se fossem abençoados pela natureza, o simples se tornou tudo naquele momento...
O beijo, o carinho, as palavras, a dança. Tudo era parte de um cenário glorioso.
E como já era de se temer, ao perceber que talvez estivera diante daquela que quebrantava seu gélido coração que há muito não pulsara, chorou todas as lagrimas contidas de anos de reclusão, pedindo que só desta vez ele não estragasse tudo ou ao menos que só dessa vez ele pudesse viver aquilo que tanto esperava...
E junto com suas lágrimas no dia 15 de Julho pela primeira vez chovera, como nunca....

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